American Horror Story Asylum: Diferentes combinações de horror

A segunda temporada de AHS está recheada de referências a horrores cometidos no passado por pessoas insuspeitas; horrores reais ou aqueles imaginados por mentes férteis, e muitos deles já apresentados em outras séries ou mesmo pelo Cinema. E a quem interesse o tema, são muitas as histórias apresentadas aqui, todas dividindo o mesmo espaço. E é exatamente essa quantidade de acontecimentos distintos que a torna interessante.

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Um espaço fechado, assim como a casa assassina do ano anterior, Briarcliff é uma instituição católica para doentes mentais funcionando a todo vapor no ano de 1964. E, como muitas do seu tempo, acabou se tornando um depósito humano para aqueles que não se enquadram no perfil de normalidade imposto pela sociedade da época. E, salvo exceções, os ali internados são levados por seus próprios familiares, ou pessoas muito próximas, para serem “corrigidos”.

O cardápio de American Horror Story desta vez parece mais diversificado do que o da temporada anterior: este ano temos abduções alienígenas, exorcismos, eletrochoques, criminosos nazistas, leatherfaces… E ele mantém uma das características que marcaram a temporada anterior – The Murder House: homenagens a histórias de Terror aparecem a todo momento, inclusive para o olhar menos atento.

Ao longo dos seus treze episódios são apresentadas relações de fora e de dentro dos portões de Briarcliff que fazem a insanidade real ou aparente de cada um ali passar desapercebida diante da impossibilidade que as personagens tem em confiar em quem quer que seja. E até este momento ainda não separamos os funcionários dos internos do local.

Os pacientes que ainda mantém traços de lucidez se sentem traídos por terem sido trancafiados na instituição, e dentro dela são esmagados por um sistema de regras medieval, que inclui desde camisas-de-força, eletrochoques e celas solitárias até uma canção repetida insistentemente na ala de recreação, que faria qualquer um entrar para a Ordem Dominicana, antes de enlouquecer totalmente.

Acrescente à trama um monsenhor aspirante à Papa dirigindo o sanatório, que faz de tudo para trilhar o seu caminho até o Vaticano, mesmo que para isso ele tenha que manter em sua equipe em Briarcliff um médico-chefe com um passado nazista e um psiquiatra que parece saído de um filme de Tobe Hooper.

Mas horror maior provavelmente aconteça ao final da temporada (lembrando que American Horror Story se propõe a apresentar temporadas que se encerram em si mesmas, ano a ano) quando o conceito de sanidade em si, após tudo apresentado, parece não ter barreiras tão nítidas quanto imaginamos.

Com relação às interpretações, com Zachary Quinto (mais frequente do que na primeira temporada), Joseph Fiennes e Ian McShane (este como um Papai Noel insano) no elenco, Jessica Lange estrela esta temporada em muito boa companhia. Acrescente-se uma menção mais do que honrosa à atriz Naomi Grossman no papel da interna Pepper.

Além do canal FX (disponível na maioria das operadoras de TV por assinatura do país), American Horror Story também pode ser assistida via Internet no site Fox Play Brasil (serviço disponível para os já assinantes da TV em www.foxplaybrasil.com.br) e através da empresa de TV por demanda Netflix (com disponibilidade de temporadas completas da série em www.netflix.com). Já os colecionadores brasileiros podem adquirir versões em DVD das suas quatro primeiras temporadas, que já se encontram disponíveis para compra no país.

Sobre o Autor

Titi Gomez Já estive atendente de vídeo-locadora, ator, educador de uma creche, escritor, barman... Sou chegado em trecos DIY e tattoos... Go Vegan!

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