American Horror Story Murder House: Mais do que um início aterrorizante

Transmitida no Brasil pelo canal FX – do grupo FOX – o que chama a atenção de antemão em American Horror Story é o fato de que cada temporada se encerra em si mesma. Ponto para os produtores. Mas para quem a assiste esse detalhe também se mostra bastante interessante. Não termos que esperar cinco, sete, nove temporadas pra sabermos se fulano conheceu o amor da sua vida, ou quem matou quem…

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Essa provavelmente seja uma ferramenta que outros programas deveriam explorar mais, pois em American Horror Story todos saem ganhando: os produtores, por terem um produto sob controle nas mãos, o público, especialmente os mais ávidos pelo consumo de séries, e os escritores, que podem se dedicar a escrever uma obra que se torne mais coerente.

Aqui o título da obra não poderia ser mais adequado. Ao assistirmos ao primeiro capítulo da sua primeira temporada podemos ter a noção (que somente acompanhando a série toda poderemos confirmar) de que uma das qualidades principais de AHS é a sua capacidade de vasculhar o que de melhor existe no imaginário das histórias de terror americanas.

Tudo se inicia com a Família Harmon se mudando da Costa Leste para a Costa Oeste dos EUA, deixando seus problemas para trás, ou os substituindo por novos. Nova casa, nova escola para a filha adolescente, novos vizinhos bisbilhoteiros. Some-se a isso uma casa comprada por ¼ do preço do seu valor de mercado. Parece que temos aqui a boa e velha história da casa assombrada por acontecimentos passados. A casa com personalidade.

Neste primeiro ano da série vemos de tudo transitando por ali, trazido de fora do seu ambiente ou sendo criado no local: as brigas corriqueiras na escola, o psiquiatra e seu paciente violento, o sujeito desconhecido que bate à porta pedindo socorro altas horas… A lista é grande.

Vemos desde passagens à la Hannibal/The Cannibal a uma aparição inesperada de Dália Negra. A casa atrai situações de perigo para todos os gostos. Até os cabelos que embranquecem de pavor e uma certa canção de ninar – ambos como se saídos do filme Evil Dead II – podem dar as caras. Ou seja, vale a pena acompanhar os seus personagens e as relações entre eles, pois aqui encontraremos muita angústia e o verdadeiro terror.

O terror que não está no porão escuro, nem nos mortos que não estão tão mortos… O terror que aparece nas pessoas, que faz com que elas próprias e suas relações disformes se encaminham para finais trágicos. O papel da casa é somente o de assegurar que dali ninguém saia. Enquanto a casa permanecer de pé por ela circularão seus habitantes, novos ou antigos, resolvendo os seus problemas da melhor maneira que eles conseguem, ou que lhes é permitida.

Além do canal FX (disponível na maioria das operadoras de TV por assinatura do país), American Horror Story também pode ser assistida via Internet no site Fox Play Brasil (serviço disponível para os já assinantes da TV em www.foxplaybrasil.com.br) e através da empresa de TV por demanda Netflix (com disponibilidade de temporadas completas da série em www.netflix.com). Já os colecionadores brasileiros podem adquirir versões em DVD das suas quatro primeiras temporadas, que já se encontram disponíveis para compra no país.

Sobre o Autor

Titi Gomez Já estive atendente de vídeo-locadora, ator, educador de uma creche, escritor, barman... Sou chegado em trecos DIY e tattoos... Go Vegan!

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