Paranóia e sobreviência em We Happy Few

Logo na abertura do site do jogo We Happy Few a descrição que resume a sua história já deixa qualquer um boquiaberto: “Um jogo de paranoia e sobrevivência, em uma chapada e distópica cidade inglesa em 1964”. Segundo seus criadores, ele é “o conto de um valente bando de pessoas moderadamente terríveis tentando fugir de uma vida de alegre negação”.

Ao jogador cabe se misturar a essa população que habita uma Londres bem abastecida de drogas, em uma paisagem retro-futurista dos anos 1960. Mas nessa aventura existe um pequeno senão: a população local não costuma tratar amavelmente quem não cumpre com as suas heterodoxas regras. Regras construídas amargamente ao longo dos anos pós II Guerra Mundial.

Na fictícia localidade de Wellington Wells seus habitantes são mantidos sob controle com o uso de uma droga chamada Joy. Na pele de um personagem que se abstém de usar tal droga o jogador deve encontrar um meio de escapar dessa verdadeira viagem, e ao mesmo tempo se camuflar entre os moradores do local, fingindo se comportar como se estivesse sob o efeito de Joy, para encontrar um meio de atingir seu objetivo.

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E embora tudo ali pareça ser sempre feliz – as ruas, as pessoas e sua onipresente personalidade televisiva, Uncle Jack! – Wellington Wells esconde uma realidade que a qualquer momento pode entrar em colapso. Em contraste a esse mundo estabelecido, os personagens do jogo (os controláveis) estão sendo construídos de uma maneira atípica para os jogos contemporâneos; com histórias de vida que serão refletidas em suas ações, conforme o desenrolar da trama. Assim pretendem os seus desenvolvedores.

E um detalhe que promete chamar a atenção dos jogadores: se o personagem morre durante a sua aventura, não há como retomar o jogo do ponto atingido, ou seja, We Happy Few é desenhado para ser jogado novamente e novamente e novamente. Porém a cada morte o personagem é reiniciado em uma nova Wellington Wells. Ao jogador será permitido ainda customizar o espaço de acordo com o seu próprio gosto e, conforme as suas mortes forem se sucedendo, aprender um pouco mais como sobreviver ao local.

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Desenvolvido pela Compulsion Games (a mesma do jogo Contrast – PC, PS 3 e 4, XBOX 360 e XBOX One), We Happy Few tem seu lançamento programado para 2016 para as plataformas XBOX One, PC, Mac e Linux. Recheado de humor negro, esperança ou mesmo redenção, o jogo promete ser definitivamente não apropriado para crianças. Pelo menos não para a grande maioria delas.

Sobre o Autor

Titi Gomez Já estive atendente de vídeo-locadora, ator, educador de uma creche, escritor, barman... Sou chegado em trecos DIY e tattoos... Go Vegan!

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